Bem, a maior parte da minha vida pode ser resumida ao não. A mulher da minha vida que eu deixei escapar e depois fiquei mandando poemas, que ela deve ter mandado para outra pessoa, que deve ter adorado. O intelectual que eu não fui, mas que pretendia ser quando entrei para a Filosofia. Aliás, eu entrei para a Filosofia porque queria ser um pensador conhecido, e com isso, impressionar uma garota. Esqueci a garota primeiro. E depois, para quem conhece Filosofia, fica bem claro que não foi difícil esquecer a Filosofia. Até as coisas que me acusam são coisas que jamais fiz. O que posso dizer é que lamento não ter ido a esse churrasco.
Luanda
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
O não
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14:38
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