sexta-feira, 16 de maio de 2008

Confissões - Parte II

Pois é, continuando com as explicações: os encontros, as conversas, a sinuca são todos reais, aconteceram realmente e ainda acontecem. Talvez não sejam assim tão rotineiros e constantes, não exatamente todas as sextas, mas nos esforçamos. Sim, é tudo bem real, e tem os amigos é claro. Não sou tão louco assim, só um pouco, nem tão solitário.
Provavelmente as coisas não sejam exatamente como contadas, talvez minha visão não corresponda fielmente a realidade. Mas o que é a realidade de fato? O que é a verdade? Bem, isso é assunto – muito assunto para ser exato – que talvez seja abordado em algum outro momento, em um momento Ricardo, o filósofo. Sim, Ricardo é o meu Eu filosófico, bem disposto e embasado em conhecimentos dos grandes pensadores clássicos da humanidade. Os outros amigos têm características próprias, personalidades distintas, que poderão se revelar futuramente, um pouco mais do que já o fizeram.
Adoro essa coisa de amizade, de companheirismo. Invejo essas amizades de longa data, cheias de histórias para contar, de momentos compartilhados. Por isso o Conta Comigo. Gosto muito desse tipo de filme, desses sobre jovens, seu grupo de amigos e suas aventuras; de uma época de inocência e encantamento por tudo, de descobertas; isso tudo me traz boas lembranças.
Mas por hoje era isso pessoal

Abraços e Aproveitem o Dia!

Leonardo

2 comentários:

Epistemólogo disse...

Caros amigos, eu também confesso: apesar dos encontros serem reais, estejam ou não acontecendo, rotineiramente ou não, como bem observou o camarada Leonardo, ando sentindo falta da atualização dos mesmos. É bom recordar dos bons momentos de discussão e confraternização, trazer à baila na mente, através deste recurso fantástico e notável da memória, aquilo que passou e poder reviver novamente no presente ( Proust tinha razão, ao dizer que podemos recordar da experiência de um chá com bolinhos na infância como se estivéssemos lá com a perspectiva do eu do passado, resgatando o tempo perdido...), mas estou saudoso de compartilhar estes momentos. Falando em compartilhar, confesso outra coisa: apesar de uma certa ausência ultimamente em corpo, procuro ser presença em espírito quando se faz o caso o encontro, e também na sua potencialidade. As conversas são necessárias, desde o futebol,passando pelo cinema (temas obrigatórissimos ) e indo desembocar finalmente na "filosofia" de botequim...mas não há nada pejorativo nisso,pelo contrário: ela é muito útil, e para mim particularmente tem uma utilidade prática, pois confesso que o trabalho da pesquisa filosófica acadêmica, da qual orgulhamente ocupo-me, podee deve andar em conjunto com a reflexão debar entre amigos,não menos importante para o amigo da sabedoria. Como diz meu orientador em nossos seminários no pós graduação,nosso trabalho como filósofos profissionais consiste em ralar e pesquisar,ler, reler novamente, juntar as peças,etc, e pensar muito em tudo isso, mas no fim das contas é uma conversa formal ou informal de apresentação de ensaios e discussões e debates balizados pelas idéias e textos degrandes e magnânimos pensadores ( há quem diga que praticamos masturbação mental nas nossas conversas loucas nos colóquios e seminários de epistemologia, como tentar rebater os argumentos céticos, ou aceitá-los ( ...!!!), etc... mas e daí?? viva a masturbação mental, na academia e no bar, ahahah...). Confesso que é muito bom, prazeiroso e deleitoso ser um filósofo profissional: usamos o nosso tempo para pensar, ler, escrever e conversar, conversar sobre a verdade e o conhecimento, no caso particular da epistemologia, e especialmente a ouvir com muita atenção quem sabe muito sobre o tema e aprender sempre. Sinto-me privilegiado por participar destas conversas, confesso, e a conversa de bar, regada à motivações etílicas, especialmente, pode e deve ser uma extensão da conversa de sala de aula,mas não sem critério na boa argumentação e no espírito e motivação do filósofo, a busca pela verdade... e o epistemólogo em particular, na busca incessante pela justificação do conhecimento. Companheiro Fernando, com sua reta razão e fineza argumentativa, parceiro Adriano, com sua ironia fina e espirituosidade intelectual, e o amigo de longa data Leonardo, com seu espírito crítico contestador e provocante afiado, e sua intuição precisa, alegram e tornam a extensão da conversa filosófica instigante e especulativa por natureza... é assim que temos e devemos aproveitar o dia, pois como diria Aristóteles, " a presença de amigos parece ser desejável em todas as circunstâncias "... mais uma vez, o pensador estagirita, criador do método racional, tem razão...!!!

Ricardo

APROVEITANDO O DIA, por disse...

Caros amigos, eu também confesso: apesar dos encontros serem reais, estejam ou não acontecendo, rotineiramente ou não, como bem observou o camarada Leonardo, ando sentindo falta da atualização dos mesmos. É bom recordar dos bons momentos de discussão e confraternização, trazer à baila na mente, através deste recurso fantástico e notável da memória, aquilo que passou e poder reviver novamente no presente ( Proust tinha razão, ao dizer que podemos recordar da experiência de um chá com bolinhos na infância como se estivéssemos lá com a perspectiva do eu do passado, resgatando o tempo perdido...), mas estou saudoso de compartilhar estes momentos. Falando em compartilhar, confesso outra coisa: apesar de uma certa ausência ultimamente em corpo, procuro ser presença em espírito quando se faz o caso o encontro, e também na sua potencialidade. As conversas são necessárias, desde o futebol,passando pelo cinema (temas obrigatórissimos ) e indo desembocar finalmente na "filosofia" de botequim...mas não há nada pejorativo nisso,pelo contrário: ela é muito útil, e para mim particularmente tem uma utilidade prática, pois confesso que o trabalho da pesquisa filosófica acadêmica, da qual orgulhamente ocupo-me, podee deve andar em conjunto com a reflexão debar entre amigos,não menos importante para o amigo da sabedoria. Como diz meu orientador em nossos seminários no pós graduação,nosso trabalho como filósofos profissionais consiste em ralar e pesquisar,ler, reler novamente, juntar as peças,etc, e pensar muito em tudo isso, mas no fim das contas é uma conversa formal ou informal de apresentação de ensaios e discussões e debates balizados pelas idéias e textos degrandes e magnânimos pensadores ( há quem diga que praticamos masturbação mental nas nossas conversas loucas nos colóquios e seminários de epistemologia, como tentar rebater os argumentos céticos, ou aceitá-los ( ...!!!), etc... mas e daí?? viva a masturbação mental, na academia e no bar, ahahah...). Confesso que é muito bom, prazeiroso e deleitoso ser um filósofo profissional: usamos o nosso tempo para pensar, ler, escrever e conversar, conversar sobre a verdade e o conhecimento, no caso particular da epistemologia, e especialmente a ouvir com muita atenção quem sabe muito sobre o tema e aprender sempre. Sinto-me privilegiado por participar destas conversas, confesso, e a conversa de bar, regada à motivações etílicas, especialmente, pode e deve ser uma extensão da conversa de sala de aula,mas não sem critério na boa argumentação e no espírito e motivação do filósofo, a busca pela verdade... e o epistemólogo em particular, na busca incessante pela justificação do conhecimento. Companheiro Fernando, com sua reta razão e fineza argumentativa, parceiro Adriano, com sua ironia fina e espirituosidade intelectual, e o amigo de longa data Leonardo, com seu espírito crítico contestador e provocante afiado, e sua intuição precisa, alegram e tornam a extensão da conversa filosófica instigante e especulativa por natureza... é assim que temos e devemos aproveitar o dia, pois como diria Aristóteles, " a presença de amigos parece ser desejável em todas as circunstâncias "... mais uma vez, o pensador estagirita, criador do método racional, tem razão...!!!

Ricardo