segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Carência de Ídolos

Nesse domingo me sentei frente ao televisor preparado para torcer pelo Felipe Massa no Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1. Acho que já falei anteriormente que sou um amante de esportes em geral e quanto a Fórmula 1 acampanho desde os tempos do Émerson Fittipaldi, se bem que já em fim de carreira na categoria. Presenciei as estréias de Nélson Piquet e posteriormente Airton Senna, que belo período do automobilismo brasileiro. Grandes corridas nas quais pódiuns e vitórias eram frequentes. Rivalidades históricas se construíram na época com Alan Jones, Keke Rosberg, Nigel Mansell e Alain Prost entre outros. Dava gosto de assistir e torcer pelos pilotos brasileiros. Desde a morte de Senna em 1 de maio de 1994 no Grande Prêmio de Ìmola o Brasi busca um novo ídolo no esporte. Desde então esse esporte perdeu um pouco da graça para nós brasileiros. A grande aposta, o piloto Rubens Barrichello não chegou a emplacar, mesmo que o próprio Senna o considerasse seu substituto na F1. Na minha opinião o Rubinho, que por onde passou sempre sempre foi um vencedor, não conseguiu suportar a pressão psicológica de substituir o grande ídolo nacional. As brincadeiras que ele costuma sofrer considero serem um tanto exageradas e desrespeitosas com alguém que sempre procurou desempenhar o seu papel da melhor forma possível. Bem, para mim o esporte foi perdendo sua atração e parei de acompanhar com a mesmo interesse. Assistia uma corrida de vez em quando mas não era a mesma coisa. Ano passado até foi uma temporada interessante pela supresa proporcionada pelo novato Lewis Hamilton que embora tenha deixado escapar o título no final - fruto de sua inexperiência na hora decisiva - fez uma estréia histórica na categoria. Agora em 2008 a esperança novamente ressurgiu com Felipe Massa. Sentar na frente da TV aos domingos tornou-se mais uma vez um prazer, ainda mais que o campeonato está aberto com quatro pilotos em condições de conquistar o título, algo que há muito tempo não se via, além da diminuição da influência tecnológica possibilitando aos verdadeiros pilotos mostrarem seu talento no volante. Temos também a estréia de Nelson Angelo Piquet que tem talento e genética para ser um futuro campeão. Mas voltando ao domingo passado, a corrida de Hungaroring teve um largada promissora que mais uma vez deixou claro o talento de Massa, um piloto veloz e arrojado. Ele pulou na frente logo na primeira curva, deixando para trás os pilotos da McLaren e seguiu liderando a prova. Tudo corria bem. A torcida brasileira já se preparava para ouvir mais uma vez o hino da vitória, consagrado por Airton Senna quando, a três voltas do final, o motor da Ferrari de Felipe Massa se foi. Justo a Ferrari que sempre conta com um potente e confiável carro. Mas como se sabe a corrida na Hungria é das mais duras e exigentes com carros e pilotos. Dessa vez não deu. Mas o campeonato segue e a briga ainda está aberta. Continuo acreditando no Felipe. Está na hora de surgir um novo brasileiro campeão mundial de F1. Temos mais sete corridas pela frente para buscar o título. Nos meus domingos agora existe um programa certo. Estou na torcida da F1 novamente. Na torcida por Felipe Massa do Brasil!

Para quem não viu a corrida, aqui está a largada do GP, uma amostra do talento do Felipe na voz de um animado locutor italiano.






Abraços e Aproveitem o Dia!

Leonardo

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