Desde o dia seis, quando começou a disputa no futebol feminino, acompanhamos os jogos Olímpicos de Pequim. Para um admirador do esporte como eu, os jogos são um maravilhoso espetáculo da capacidade de superação do homem. Acompanho os Jogos desde 1980 em Moscou e desde então sempre me emociono com as competições. A capacidade
demonstrada pelos atletas sempre me serviram de exemplo e inspiração para superar minhas próprias limitações na vida cotidiana.
demonstrada pelos atletas sempre me serviram de exemplo e inspiração para superar minhas próprias limitações na vida cotidiana. É claro que os Jogos são muito mais do que um evento esportivo. Também são palco para demonstrações políticas e nacionalistas, algo que ficou evidente na já famosa situação ocorrida nos jogos de Berlim em pleno regime Nazista e durante os anos da Guerra fria no confronto das grandes potências ex-União Soviética e Estados Unidos, representantes dos blocos Comunistas e Capitalistas. Agora embora a situação seja completamente diferente no panorama mundial também se nota uma vontade do país anfitrião em demonstrar seu poder, principalmente no confronto com os Estados Unidos.
“O mais importante nos Jogos Olímpicos não é vencer, mas participar, assim como o mais importante da vida não é a vitória, mas a luta. O essencial não é conquistar e sim lutar bem”.
- Tem havido muitas alterações nessa mensagem ao longo da história dos Jogos Olímpicos. O Barão de Coubertain adotou essa crença depois de tê-la ouvido do bispo da Pensilvânia, Ethelbert Talbot, durante os Jogos de Londres em 1948.
Já na cerimônia de abertura percebemos a grandeza do evento e, esquecendo-se das questões políticas envolvidas, por um momento somos levados a sonhar com a possibilidade de um mundo de harmonia, beleza e entendimento entre todos os povos, onde reina o respeito e a admiração pelo próximo, mesmo na mais árdua disputa. Esse sentimento ficou ainda mais destacado essa semana no belo momento proporcionado pelas atletas de Rússia e Geórgia que, apesar do conflito entre os dois países abraçaram-se na cerimônia de premiação do Tiro Esportivo, demonstrando o poder do esporte frente a essas questões políticas. Sem dúvida é algo que nos leva a refletir sobre esses acontecimentos.
A russa Natalia Paderina e a georgiana Nino Salukvadze se abraçam no pódio em Pequim.
"Em nome de todos competidores, eu comprometo que nós iremos tomar parte destes Jogos Olímpicos, respeitando, aceitando e colocando em prática as regras que os governam, com verdadeiro espirito esportivo, para a glória do esporte e a honra de nossos times”.
- Escrito pelo Barão de Coubertin, o juramento é feito por um atleta do país anfitrião, que segura uma das pontas da Bandeira Olímpica. O primeiro juramento dos atletas foi feito por Victor Boin, esgrimista belga, em 1920, nos Jogos Olímpicos da Antuérpia. Um juiz do país anfitrião também fez o juramento, com algumas pequenas alterações no texto.
Bons Jogos a todos. Que o espírito esportivo faça parte de nossas vidas!
Abraços e Aproveitem o Dia!
Leonardo
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